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O Brasil está exportando cultura

exportacao21 O Brasil está exportando culturaA coisa mais rara é a Europa comprar cultura do Brasil. Tivemos um filósofo brasileiro, falecido na década de 1980, que era um verdadeiro gênio. Seu nome, Huberto Rohden. Escreveu mais de 60 livros, traduziu o Novo Testamento, traduziu também a escritura indiana Bhagavad Gítá. Quando jovem ele esteve na Alemanha e, na época, escreveu um livro de filosofia em alemão impecável. Enviou a obra a um editor que a aceitou incontinenti. Mandou chamar o autor para firmar contrato de edição. No entanto, quando Rohden abriu a boca o editor percebeu tratar-se de brasileiro e voltou atrás, recusando-se a editar o livro. “De brasileiros nós não compramos cultura. Só compramos café”, disse o preconceituoso germânico.

Pois esse panorama está mudando graças, em grande parte, à atuação da Universidade de Yôga, fundada no Brasil em 1994. Na verdade, esse trabalho já vem sendo desenvolvido na Terra de Santa Cruz há mais de 50 anos, sendo 30 junto às Universidades Federais e Católicas de vários estados. A Uni-Yôga é cada vez mais respeitada lá fora, e hoje Brasileiros estão sendo convidados sistematicamente para ir ensinar a nossa Reeducação Comportamental na União Européia.

O que proporcionou seu tão expressivo crescimento no Brasil e aceitação no resto do mundo foi o fato de que a Uni-Yôga ensina uma modalidade diferente que não se enquadra nos estereótipos. Quem não conhece o assunto a fundo, supõe tratar-se de uma novidade. Ao contrário, é uma antiguidade. Só é novo para quem desconhecia essa proposta de resgate do Período Pré-Clássico, pré-vêdico, pré-ariano. Trata-se do tronco mais antigo, o qual, certamente, é bem distinto da imagem ingênua que o consumismo ocidental atribuiu àquela tradição milenar, patrimônio cultural da Humanidade.

No início foi um pouco difícil fazer a opinião pública compreender que a interpretação habitual que ela conferia ao Yôga não se adequava ao nosso trabalho. Mas, finalmente, toda a sociedade – e com ela, os jornalistas – começou a entender que professávamos um aspecto mais sério e profundo. Na verdade, esse foi um fenômeno que ocorreu de fora do nosso país para dentro. Primeiro nosso trabalho passou a ser respeitado lá fora, enquanto que no Brasil tínhamos de engolir deboches e difamações veiculadas por concorrentes que queriam comprar uma briga comercial. Não compreendiam que teriam de ficar brigando sozinhos, pois, primeiro, não fazemos um trabalho comercial; e, segundo, não somos concorrentes deles, pois trabalhamos com outro público, temos outra proposta. Aí, pouco a pouco, com a generosidade da Imprensa, começamos gradualmente a conquistar também dentro do Brasil o mesmo conceito que temos lá fora.

Hoje é de domínio público que se o interessado quiser aprofundar-se em um estudo técnico e sério, orientado por profissionais dedicados, isso sim, ele encontrará na Universidade de Yôga, tanto no Brasil, quanto em outras nações pelas quais nosso método se difundiu.

Texto extraído do livro Zen Noção, do Comendador DeRose.

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