[filme] Minhas Mães e Meu Pai

No último final de semana assisti o filme Minhas Mães e Meu Pai. Conta a história de uma família com duas mães homossexuais e seu casal de filhos. O que mais me chamou a atenção é o fato de que independentemente da opção sexual de cada pessoa, a convivência em família é sempre semelhante. Todos enfrentamos os mesmos medos e problemas, que na realidade, fazem parte de nosso crescimento como seres humanos. E só podemos enfrentá-los se realmente assumirmos nossa individualidade e aquilo que realmente queremos de nossas vidas!

A importância da autoestima

O título deste post é um trocadilho que fiz com  o título do post me inspirou para escrever estas palavra, A Importância da Autoconfiança, do blog Saia do Lugar.

Antes de explicar o por que, quero que você assista esse vídeo:

A maioria das pessoas que decidem pensar com a própria cabeça geralmente encontram muitas outras pessoas que tentam convencê-la de que pensar por si próprio é muito ruim, as citações do Millor Machado no Saia do Lugar são clássicas.

A melhor forma de contornar estes conselhos pessimistas que sempre tentam nos puxar para baixo é desenvolver autoconfiança. E a confiança em si mesmo surge da autoestima. Somente aquele que gosta de si mesmo, que não depende de ninguém para pensar e decidir o que quer e o que fazer, consegue ter confiança em si mesmo. Justamente porque são suas escolhas, e não escolhas baseadas em preconceitos da sociedade, que orientam as suas ações.

Só se tem autoconfiança quando há autoestima, que é conquistada através do prazer de agir de acordo com sua própria vontade e ambição.

A velocidade das mudanças tecnológicas

Acabo de ler um post no TecnoZilla sobre como as crianças não entendem de tecnologia, antiga. No post aparece o seguinte vídeo:

O que mais chamou minha atenção é o fato de que eu conheço tudo o que foi apresentado para aquelas crianças. E ainda por cima, sou considerado jovem. Neste mês completo 3 décadas de vida.

A conclusão mais rápida que surgiu depois de assistir o vídeo é que a velocidade com que as novas tecnologias surgem, suplantando tecnologias mais antigas está aumentando cada vez mais. Quando era bem pequeno, tive muitos discos de vinil e fitas cassete. Anos depois, quando já era adolescente, surgiram os CDs, que hoje são completamente desnecessários, já que as músicas só precisam de um espaço no HD ou em um servidor, e não mais nas estantes. Meus CDs estão encaixotados, e não os vejo há muito tempo!

Foram décadas de vida para o LP perder sua utilidade. Já os CDs, apesar de ainda serem vendidos, tiveram uma vida bem mais curta. Ou seja, está cada vez mais acelerada a inovação tecnológica.

Este avanço tecnológico cria implicações em todas as áreas de nossas vidas. Basta perceber a forma como nos relacionamos com as pessoas. Antigamente, a maioria dos contatos com outras pessoas eram feitos cara-a-cara. Hoje, vemos alguém, em carne e osso, lá de vez em quando. Mas através do advento da internet, chats e redes socias, sabemos das novidades de quase todo nosso círculo social quase instantaneamente.

Pois bem, a tecnologia avança em passos cada vez maiores. Mas outros aspectos de nossas vidas não estão evoluindo com a mesma velocidade. Ainda temos muita dificuldade de nos relacionarmos com nossos semelhantes. Basta observar as estatísticas sobre as constantes guerras. E pior ainda, estatísticas sobre mortes no trânsito, sobre violência doméstica, assassinatos, corrupção, etc.

Provavelmente o que mais precisamos agora não é mais uma revolução tecnológica, e sim, uma revolução comportamental. Precisamos de novos valores morais, que nos proporcionem uma vida em sociedade que seja mais saudável e sustentável. Precisamos aprender melhores maneiras de cultivar bons relacionamentos. Tanto entre pessoas como entre grupos, como empresas, clubes, cidades e países. E mais ainda, entre nós, seres humanos, e o planeta que habitamos e do qual dependemos para existir.

Feliz ano novo!

Na verdade encaro a chegada do ano novo como a chegada de qualquer dia. O primeiro dia do ano amanhece como qualquer outro, nos dando a oportunidade de realizarmos tanto quanto no último dia do ano anterior.

Não acredito que seja um dia mais importante que outros, mas de fato temos a possibilidade de mudar neste dia, de crescer, de evoluir, de transformar nossa existência.

Desta forma, não encaro o ano novo como uma possibilidade de imensas transformações, mas como a possibilidade de dar continuidade às mudanças que já começaram. De terminar o que foi iniciado, e também de começar novas coisas.

Espero todos que tenhamos, no dia primeiro de janeiro, mais um dia como qualquer outro, com motivação para trabalhar, sorrir, viver, crescer e evoluir. Que seja mais um dia em que possamos cultivar melhores relacionamentos, com mais bom-senso, mais respeito e mais ética. E que assim sejam todos os dias de nossas vidas, inclusive os dias de ano novo.

Feliz ano novo!

Ahh, a matemática!

A pouco tempo descobri algo que sempre senti. A matemática é muito mais do que aquela matéria da qual muitos reclamam ter que estudar. É a forma mais pura e simples de perceber a natureza e o universo. A matemática é uma das formas de tentar representar a criação de modo inteligível. Se não está entendendo o que tento falar, veja este lindo clipe:

Nature by Numbers from Cristóbal Vila on Vimeo.

Reportagem do programa Amaury Jr.

Esta foi a reportagem feita por Laura Wie, do programa Amaury Jr., sobre o DeRose Festival São Paulo 2010. Durante o evento ocorreu em paralelo uma campanha para a doação de medula óssea, organizada pela AMEO:

Qualidade de vida

Lendo este texto sobre a definição de qualidade de vida, me dei conta de que qualidade de vida não é algo estático, não é um fim. Acredito que a maioria das pessoas encaram esta definição como algo a se alcançar, ou seja, algo estático.

Mas deveria ser bem o contrário. Qualidade de vida deve ser o que permeia nossas vidas, o nosso dia-a-dia, a nossa rotina, nossas atividades. Para que tudo o que façamos, quer seja trabalho ou lazer, importante ou não, seja feito com satisfação, bem estar e contentamento.

Ou seja, criar um contexto para que os empecilhos do dia-a-dia sejam encarados apenas como oportunidades para crescer, de forma descontraída e alegre, e não como monstros indestrutíveis, ou picos inalcançáveis.

Bem, vale a pena dar uma conferida neste texto.

Definição de ética

Antes de qualquer coisa é preciso definir o que é ética. Este conceito, que é tão requisitado em nosso dia-a-dia para julgar as pessoas no meio em que estão inseridas, não é muito claro para a maioria. É comum o dizer de que alguém é ou não ético ao agir de determinada forma, mas poucas pessoas conseguem definir o que é ética. Há, portanto, uma grande confusão ao tentar dar sentido para tal definição, já que seu uso nem sempre é claro.

Um aspecto que deve ser levado em consideração nesta definição é que “a ética é um tipo de saber normativo, isto é, um saber que pretende orientar as ações dos seres humanos”. Sua definição deve levar isto em consideração, já que a ética sempre estará inserida no contexto da ação.

Outra classificação que deixa este conceito mais claro são as qualificações dos saberes, criadas pelos filósofos gregos: teóricos, que abrangem as ciências da natureza, como a física, a química, a biologia e etc.; poiéticos, que são saberes normativos voltados para um fim concreto objetivo, como a engenharia e a arquitetura; e práticos, que são saberes normativos para a vida em seu conjunto, ou seja, filosofia prática: ética, economia e política.

Estes dois pontos de vista mostram que a ética está intimamente ligada a ação. É o contexto do agir que poderá trazer a tona o que é ou não ético. Significa também que o relacionamento interpessoal, a relação e o relacionamento entre os seres, cria a base para a existência da ética.

No dicionário Aurélio encontra-se a seguinte definição para ética: estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto. Esta definição é um bom exemplo da ambigüidade existente entre as diversas definições de tal conceito. Mais adiante será possível observar que, quando aplicado em determinado local ou tempo, estamos falando sobre moral, e não sobre ética.

Um fator muito importante quando se fala sobre ética é sua característica de ser universal e atemporal. Ela é igual para todas as pessoas, independentemente de sua raça, idade, sexo, credo, enfim, vale para todas as pessoas da mesma forma. Além disto, a ética não muda com o passar do tempo. Por maiores que sejam as mudanças pelas quais passa a humanidade com o passar das gerações, ética é sempre a mesma coisa. O que muda, de acordo com o tempo e o local, são os conceitos considerados ou não éticos, valores estes que ganham o nome de moral. Cada círculo social tem suas próprias definições sobre o que é ou não ético, enfim, sua moral.

Aqui vamos utilizar esta definição: conjunto de valores e preceitos que, se observados nas ações do indivíduo, irão alicerçar sua evolução. Dentre todos os filósofos que tentaram defini-la, há pelo menos um consenso, de que observar a ética nas ações é o que promove o crescimento pessoal. Aqui não se pretende estabelecer o que é certo ou errado em relação a isto, mas mostrar como a observância da ética cria base para a evolução.

Yôganidrá, a arte de descontrair

A princípio, com a quantidade de veículos de comunicação existentes atualmente, é impossível não ser bem informado. Qualquer pessoa de padrão cultural mediano tem acesso a informações de diversas formas. Através da mídia impressa, televisiva, e com muita praticidade, a mídia online. Se deseja saber algo, basta “perguntar para o Google”. Este é justamente o problema, será que toda esta montanha de informação disponível é verdadeira? Foi confirmada? Ou foi inventada?

Quando se fala sobre a prática do Yôga muitas pessoas tem o paradigma de que Yôga é algum tipo de relaxamento. O pior é que não tem nada a ver. Yôga, desde os primórdios, é uma filosofia prática voltada para a evolução pessoal, para pessoas jovens, dinâmicas e saudáveis. Dizer que Yôga é relaxamento chega a ser um insulto aos adeptos desta filosofia milenar, já que poderia significar que os praticantes desta modalidade são pessoas relaxadas, não há nada pior que isso para alguém que prima pela estética, bom senso, bom relacionamento, qualidade de vida, bem estar. Relaxado é aquele que não da atenção para nada, nem a si mesmo.

Tal confusão provavelmente partiu de uma das técnicas que compõem a prática do Yôga. O yôganidrá é facilmente confundido com um relaxamento pelos leigos. Na realidade, relaxar o corpo, ou seja, desfazer tensões físicas de todo o corpo é apenas uma das partes desta técnica de descontração denominada yôganidrá. Se limita ao ato de descontrair músculos, nervos, órgãos internos, tendões, ligamentos, ossos, enfim, todo o corpo. Acontece que o yôganidrá vai muito além disto, induzindo a descontração neurológica, emocional e mental, até se atingir um profundo estado de descontração física e psíquica.

Na prática ortodoxa do Yôga Antigo, o yôganidrá atua como forma de assimilar e concretizar todos os efeitos e transformações gerados pela seqüência de técnicas anteriores, assim como preparação para o treinamento de meditação, que vem logo a seguir. É também um meio para se libertar de todas as amarras, paradigmas, pré-conceitos, tensões, pré-ocupações, para mergulhar em si mesmo. Desligar-se de tudo e de todos. De tal forma que se possa até mesmo deixar de vivenciar a passagem do tempo objetivo. A duração de um bom yôganidrá é completamente subjetiva. Neste estado de profunda descontração, de total descontração, se vivencia o ser. Apenas isto, sem mais nem menos. Se vivencia a grandiosidade, a amplitude, a magnitude, do ser.

Levado para o dia-a-dia, o yôganidrá representa uma rotina com mais serenidade e descontração, sem altos e baixos, pautada na satisfação, bem estar e contentamento, extraídos de cada instante vivido. É uma reprogramação para uma vida mais plena de alegria e realizações.

18 de fevereiro – Dia do Yôga

Para todos praticantes desta filosofia milenar o dia de hoje é um dia especial. Hoje comemoramos o dia do Yôga!

Além disso, é também a data de aniversário do nosso querido Mestre DeRose, que neste ano completa meio século de magistério. Parabéns para o DeRose, que encontre muitas outras primaveras pela frente!

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50 anos de madistério do DeRose