A princípio, com a quantidade de veículos de comunicação existentes atualmente, é impossível não ser bem informado. Qualquer pessoa de padrão cultural mediano tem acesso a informações de diversas formas. Através da mídia impressa, televisiva, e com muita praticidade, a mídia online. Se deseja saber algo, basta “perguntar para o Google”. Este é justamente o problema, será que toda esta montanha de informação disponível é verdadeira? Foi confirmada? Ou foi inventada?
Quando se fala sobre a prática do Yôga muitas pessoas tem o paradigma de que Yôga é algum tipo de relaxamento. O pior é que não tem nada a ver. Yôga, desde os primórdios, é uma filosofia prática voltada para a evolução pessoal, para pessoas jovens, dinâmicas e saudáveis. Dizer que Yôga é relaxamento chega a ser um insulto aos adeptos desta filosofia milenar, já que poderia significar que os praticantes desta modalidade são pessoas relaxadas, não há nada pior que isso para alguém que prima pela estética, bom senso, bom relacionamento, qualidade de vida, bem estar. Relaxado é aquele que não da atenção para nada, nem a si mesmo.
Tal confusão provavelmente partiu de uma das técnicas que compõem a prática do Yôga. O yôganidrá é facilmente confundido com um relaxamento pelos leigos. Na realidade, relaxar o corpo, ou seja, desfazer tensões físicas de todo o corpo é apenas uma das partes desta técnica de descontração denominada yôganidrá. Se limita ao ato de descontrair músculos, nervos, órgãos internos, tendões, ligamentos, ossos, enfim, todo o corpo. Acontece que o yôganidrá vai muito além disto, induzindo a descontração neurológica, emocional e mental, até se atingir um profundo estado de descontração física e psíquica.
Na prática ortodoxa do Yôga Antigo, o yôganidrá atua como forma de assimilar e concretizar todos os efeitos e transformações gerados pela seqüência de técnicas anteriores, assim como preparação para o treinamento de meditação, que vem logo a seguir. É também um meio para se libertar de todas as amarras, paradigmas, pré-conceitos, tensões, pré-ocupações, para mergulhar em si mesmo. Desligar-se de tudo e de todos. De tal forma que se possa até mesmo deixar de vivenciar a passagem do tempo objetivo. A duração de um bom yôganidrá é completamente subjetiva. Neste estado de profunda descontração, de total descontração, se vivencia o ser. Apenas isto, sem mais nem menos. Se vivencia a grandiosidade, a amplitude, a magnitude, do ser.
Levado para o dia-a-dia, o yôganidrá representa uma rotina com mais serenidade e descontração, sem altos e baixos, pautada na satisfação, bem estar e contentamento, extraídos de cada instante vivido. É uma reprogramação para uma vida mais plena de alegria e realizações.
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Yôganidrá, a arte de descontrair
A princípio, com a quantidade de veículos de comunicação existentes atualmente, é impossível não ser bem informado. Qualquer pessoa de padrão cultural mediano tem acesso a informações de diversas formas. Através da mídia impressa, televisiva, e com muita praticidade, a mídia online. Se deseja saber algo, basta “perguntar para o Google”. Este é justamente o problema, será que toda esta montanha de informação disponível é verdadeira? Foi confirmada? Ou foi inventada?
Quando se fala sobre a prática do Yôga muitas pessoas tem o paradigma de que Yôga é algum tipo de relaxamento. O pior é que não tem nada a ver. Yôga, desde os primórdios, é uma filosofia prática voltada para a evolução pessoal, para pessoas jovens, dinâmicas e saudáveis. Dizer que Yôga é relaxamento chega a ser um insulto aos adeptos desta filosofia milenar, já que poderia significar que os praticantes desta modalidade são pessoas relaxadas, não há nada pior que isso para alguém que prima pela estética, bom senso, bom relacionamento, qualidade de vida, bem estar. Relaxado é aquele que não da atenção para nada, nem a si mesmo.
Tal confusão provavelmente partiu de uma das técnicas que compõem a prática do Yôga. O yôganidrá é facilmente confundido com um relaxamento pelos leigos. Na realidade, relaxar o corpo, ou seja, desfazer tensões físicas de todo o corpo é apenas uma das partes desta técnica de descontração denominada yôganidrá. Se limita ao ato de descontrair músculos, nervos, órgãos internos, tendões, ligamentos, ossos, enfim, todo o corpo. Acontece que o yôganidrá vai muito além disto, induzindo a descontração neurológica, emocional e mental, até se atingir um profundo estado de descontração física e psíquica.
Na prática ortodoxa do Yôga Antigo, o yôganidrá atua como forma de assimilar e concretizar todos os efeitos e transformações gerados pela seqüência de técnicas anteriores, assim como preparação para o treinamento de meditação, que vem logo a seguir. É também um meio para se libertar de todas as amarras, paradigmas, pré-conceitos, tensões, pré-ocupações, para mergulhar em si mesmo. Desligar-se de tudo e de todos. De tal forma que se possa até mesmo deixar de vivenciar a passagem do tempo objetivo. A duração de um bom yôganidrá é completamente subjetiva. Neste estado de profunda descontração, de total descontração, se vivencia o ser. Apenas isto, sem mais nem menos. Se vivencia a grandiosidade, a amplitude, a magnitude, do ser.
Levado para o dia-a-dia, o yôganidrá representa uma rotina com mais serenidade e descontração, sem altos e baixos, pautada na satisfação, bem estar e contentamento, extraídos de cada instante vivido. É uma reprogramação para uma vida mais plena de alegria e realizações.