Pérolas mineiras
Quando li o texto que reproduzo abaixo, de autoria do Mestre Sérgio Santos, de seu livro Pújá – A Força da Gratidão, pensei em colocá-lo e emoldurá-lo e colocar na entrada da minha escola aqui em Ribeirão Preto. Vale a pena!
O YÔGA LEVADO A SÉRIO
Yôga é qualquer metodologia estritamente prática voltada ao samádhi. Mestre DeRose
Usufruímos, atualmente, da melhor qualidade de vida com que poderíamos sonhar desde os primórdios da nossa raça, mas percebem-se poucas diferenças entre o Homo sapiens de cinco mil anos e o atual. Os seres evoluem por meio de um lento processo natural. Aqueles que praticam Yôga com seriedade aceleram a consciência em direção à meta do Yôga, o samádhi.
Nesse caminho, é fundamental que se tenha muita vitalidade e disposição para suportar o empuxo evolutivo proporcionado por um Yôga legítimo, autêntico. Os efeitos das técnicas são duradouros e incorporam-se ao organismo do praticante como um todo, proporcionando-lhe muita qualidade de vida. Por isso, existem os que buscam o Yôga apenas para resolver as mazelas do trivial diário*. No entanto, quaisquer benefícios ou vantagens correspondem às migalhas que caem da mesa do banquete.
Pessoas educadas, inteligentes, cultas, descomplicadas e felizes são as que mais se identificam com este método de Yôga. Quem pratica Swásthya o faz por empatia com o nosso sentir e pensar, algo presente em seu âmago, correndo por suas veias e atuante em seu código genético, “pela mesma motivação com que o artista pinta o seu quadro: uma manifestação espontânea do que está em seu íntimo e precisa ser expressado.” (Mestre DeRose).
Por qual motivo alguém jogaria golf, dançaria ballet ou faria escultura? A resposta é a mesma que daríamos a quem perguntasse para que serve o Yôga, pois este será útil na medida da satisfação pessoal. Existem os que divulgam as vantagens voltadas à saúde, ao se praticar esporte. Mas isso é irrelevante para um bom desportista.
Um Yôga levado a sério não é utilitário. Ele é praticado assim como se faz um bom trekking, sem se preocupar com o final da trilha, uma vez que há tanto por admirar em cada momento do percurso. A satisfação desfrutada em cada instante do caminho é o que importa. A meta será conquistada no devido tempo, no ritmo do praticante.
Desde que não se desvie da estrada, siga os passos dos que estão mais à frente, atente para as placas de aviso nas curvas, somente coloque na bagagem os utensílios necessários, com certeza, chega-se ao cume da montanha. Em outras palavras, para atingir o samádhi, é preciso ter disciplina e constância no Yôga através dos anos, com fidelidade a um só método, bem como lealdade ao respectivo Mestre.
“O Yôga não visa a resolver as mazelas do trivial diário, mas sim a grande equação cósmica da evolução.” Mestre DeRose.
Pújá – A Força da Gratidão. Sérgio Santos. Ed. Nobel.



